A formação‑ação tem vindo a ganhar espaço junto das empresas, muitas destas já perceberam que aprender não chega, é preciso aplicar. Entre o conhecimento e a prática surgem os resultados reais, que comprovam a aprendizagem efetiva.
No contexto do projeto formação‑ação da IDSET, o apoio às PME foi desenhado para responder a desafios concretos. Falamos de reorganização interna, adaptação à transição digital, integração de práticas mais sustentáveis ou até reposicionamento no mercado.
Ao longo deste processo, a formação‑ação deixa de ser apenas um momento de aprendizagem e passa a fazer parte da rotina da empresa. É aí que começa a fazer diferença.
O que é a Formação‑Ação?
A formação‑ação é uma metodologia que combina momentos de aprendizagem com aplicação prática dentro da própria empresa. O objetivo é mobilizar competências e aplicá‑las diretamente na estratégia da empresa.
Na prática, os momentos de formação e de ação acontecem em simultâneo. As equipas aprendem enquanto trabalham sobre desafios reais, com foco em resultados e não apenas em conhecimento adquirido.
Esta abordagem permite que as competências sejam internalizadas de forma mais natural. Não ficam apenas no plano teórico, passam a fazer parte dos processos, das decisões e da forma como a empresa opera no dia a dia.
O que distingue a formação‑ação da formação tradicional?
A principal diferença está no impacto gerado na empresa. Enquanto a formação tradicional tende a ser mais expositiva e desligada do contexto real, a formação‑ação é construída à medida de cada empresa e trabalha as necessidades concretas das empresas.
Num modelo de formação tradicional, os participantes assistem, absorvem conteúdo e, muitas vezes, a aplicação fica guardada para mais tarde ou nem chega a acontecer. Na formação‑ação, aprende‑se e aplica‑se.
Na formação‑ação existe uma componente forte de consultoria, com apoio técnico contínuo. Isso permite ajustar estratégias, corrigir desvios e garantir que as mudanças ficam implementadas.
Além disso, existe um foco na mudança. A formação‑ação não procura apenas desenvolver competências individuais, mas apoiar transformações organizacionais, seja ao nível da inovação, da digitalização ou da sustentabilidade.
Da sala de formação à mudança no negócio.
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Fale connoscoComo funciona o programa de Formação‑Ação?
O modelo de formação‑ação segue uma lógica estruturada, mas flexível, adaptada à realidade de cada empresa.
Diagnóstico e plano de ação
Tudo começa com uma análise concreta da empresa. Identificam-se necessidades, pontos críticos e oportunidades de melhoria. A partir daí, é definido um plano alinhado com os objetivos estratégicos.
Formação e acompanhamento
Segue-se uma fase combinada de formação em sala e consultoria on the job. Esta alternância é central na formação-ação, permitindo trabalhar conteúdos e aplicá-los de imediato.
Durante esta fase, as empresas são apoiadas em áreas como:
- Inovação organizacional e de processos
- Digitalização e transição digital
- Eficiência energética e descarbonização
- Internacionalização
- Competitividade e gestão
- Integração de critérios ESG
O trabalho é feito com equipas internas, garantindo que o conhecimento fica dentro da organização.
Avaliação e encerramento
Na fase final, são avaliados os resultados alcançados. Analisam-se os indicadores de projeto, mas também o impacto real nas operações, na gestão e no posicionamento da empresa.
Financiamento — Quanto custa e como é apoiado?
A formação‑ação no âmbito dos projetos IDSET, como o Formação‑Ação 2030, é cofinanciada por programas europeus, nomeadamente através do COMPETE 2030.
Para as empresas participantes isto traduz‑se numa vantagem clara: não existem custos diretos associados à participação.
Este modelo permite que as PME acedam a apoio técnico especializado, formação e consultoria sem necessidade de investimento financeiro direto.
Quem pode participar e como candidatar?
A formação‑ação destina‑se a micro, pequenas e médias empresas com atividade em Portugal, nas regiões Norte, Centro e Alentejo.
Para participar, é necessário cumprir alguns critérios base:
- Ter certificação PME atribuída pelo IAPMEI
- Situação regularizada perante a Autoridade Tributária e Segurança Social
- Não estar em situação de dificuldade financeira
- Ter atividade enquadrável nas áreas do programa
- Cumprir os requisitos definidos no âmbito dos apoios europeus
O processo de candidatura é simples e começa com um contacto direto com a equipa IDSET. A partir daí, é feito o enquadramento da empresa e iniciado o diagnóstico.
A sua PME está pronta para crescer?
Tratamos do enquadramento, diagnóstico e candidatura. Comece com uma conversa com a equipa IDSET.
Contacte-nosFAQs
O que é a Formação-Ação e como difere da formação profissional normal?
A formação-ação combina aprendizagem com aplicação prática em contexto de trabalho. Ao contrário da formação tradicional, inclui acompanhamento técnico e foco em resultados concretos dentro da empresa.
Qual o financiamento disponível para a Formação Ação em 2026?
Os programas de formação-ação são cofinanciados por fundos europeus, no âmbito do COMPETE 2030, não existindo custos diretos para as empresas participantes.
A minha PME é elegível para participar no programa?
Se a sua empresa tiver estatuto de PME, situação fiscal regularizada e estiver localizada numa das regiões elegíveis, é provável que seja elegível.
Quantas empresas participam em cada grupo de Formação-Ação?
Os grupos são feitos de acordo com a preferência e disponibilidade de cada empresa, permitindo partilha de experiências, mas mantendo sempre acompanhamento individualizado.
Quanto tempo dura um programa de Formação Ação?
A duração varia consoante o projeto, mas regra geral estende-se por vários meses, permitindo implementar mudanças de forma consistente.
A formação decorre na minha empresa ou em instalações externas?
A formação-ação combina sessões em sala com acompanhamento direto na empresa, através de consultoria on the job.
Que resultados concretos posso esperar para a minha empresa?
Melhoria de processos internos, aumento da capacidade de gestão, reforço das competências das equipas, maior preparação para desafios como digitalização, inovação e sustentabilidade.